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08.07.2026 NOTÍCIA

Visita à UFSM une ciência e desenvolvimento rural

Estudantes do terceiro ano conheceram diferentes laboratórios na instituição de ensino
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Nos dias 30 de junho e 1º de julho, os estudantes do terceiro ano e professores da EFASERRA conheceram laboratórios da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).  A visita técnica integra a pesquisa de doutorado do professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - IFRS, Douglas Costa da Silva. O estudo é vinculado ao projeto “Biospesticidas Agrícolas como estratégia de valorização de conhecimentos tradicionais e de promoção da Educação Ambiental Crítica”. Essa proposta foi planejada para ser desenvolvida com estudantes do terceiro ano do Ensino Médio. Ao longo de cinco encontros na EFASERRA, Douglas aplicou a sequência didática de seu doutorado. Uma das etapas, possibilitou aos jovens, a visita à UFSM, que foi acompanhada pela professora Carla Sirtori, orientadora do doutorando Douglas.

No dia 30 de junho, o grupo conheceu o Colégio Politécnico, proporcionando um momento de integração e troca de conhecimentos sobre ensino, pesquisa, extensão e inovação. A programação iniciou com a recepção institucional realizada pelo vice-diretor, professor Moacir Bolzan, que apresentou o Colégio Politécnico da UFSM e destacou o papel da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no contexto da universidade, evidenciando sua contribuição para a formação de profissionais qualificados e comprometidos com o desenvolvimento regional.

Na sequência, os estudantes conheceram a Polifeira do Agricultor, apresentada pelo professor Gustavo Pinto. Durante a atividade, foi destacado que a Polifeira nasceu para ser mais do que um ponto de venda, constituindo-se em um espaço onde universidade e agricultura familiar se encontram para construir experiências em torno da produção e da alimentação. O professor explicou que a comercialização representa a etapa final de um trabalho permanente de ensino, pesquisa, extensão e assistência técnica realizado ao longo de todo o ano. 

Outro aspecto enfatizado foi o monitoramento semanal da presença de agrotóxicos nos alimentos comercializados, por meio do Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (LARP), um dos espaços visitados no dia 1º de julho, pelos estudantes. Das quase 600 amostras analisadas, apenas 2% apresentaram alguma irregularidade, demonstrando o compromisso com a segurança alimentar. 

No Laboratório de Olericultura, o grupo foi conduzido pela professora Tatiana Fiorin. Os jovens conheceram a estufa de produção de mudas de hortaliças destinadas às atividades práticas de ensino, bem como as ações de extensão, incluindo doações para escolas e hortas comunitárias. Durante a visita, foram apresentadas as mudas de plantas medicinais destinadas ao novo matrizeiro, a produção de tomate e os principais desafios do cultivo. O grupo também visitou a estufa destinada à produção de mudas de plantas medicinais para comercialização e a estufa de hidroponia, onde ocorre o cultivo de alface, rúcula, couve-folha e tempero-verde, além do funcionamento do sistema hidropônico e do manejo da solução nutritiva. A visita foi encerrada com a apresentação do novo matrizeiro de plantas medicinais, atualmente em processo de renovação para ampliar as atividades de ensino, pesquisa e extensão no laboratório.

No Laboratório de Espécies Nativas e Práticas Ambientais (LENPA), o professor Renato Trevisan apresentou o trabalho desenvolvido com a produção de mudas de frutíferas nativas e destacou sua importância para a recuperação de áreas degradadas e para o fortalecimento da fauna local. Também foi enfatizado o potencial econômico dessas espécies, incentivando os produtores rurais a diversificarem suas propriedades por meio da produção e comercialização de mudas regularizadas e do processamento das frutas nativas, demonstrando que conservação ambiental e geração de renda podem caminhar de forma integrada.

Durante a visita ao Laboratório de Fruticultura, Raviel Dickel apresentou os trabalhos relacionados à implantação de novos pomares utilizando sistemas diferenciados de condução de copa, ao manejo integrado de pragas e doenças voltado à agricultura orgânica e à destinação dos resíduos orgânicos provenientes das podas e das frutas para o Laboratório de Compostagem, onde são transformados em substrato que retorna às atividades da fruticultura. Também foram apresentadas frutas da estação, como a bergamota Ponkan, proporcionando um momento de degustação, além das ações integradas com o Laboratório de Apicultura e Meliponicultura na criação de abelhas sem ferrão, que contribuem para a polinização das frutíferas e para a melhoria da qualidade ambiental das áreas de cultivo.

No Laboratório de Panificação, Frutas e Hortaliças, a professora Magda Monego explicou as atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação desenvolvidas na área de processamento de alimentos. Ela destacou a parceria com os Laboratórios de Apicultura e Meliponicultura, Fruticultura, Espécies Nativas e Práticas Ambientais (LENPA), Olericultura e com a Usina de Etanol, que fornecem matérias-primas utilizadas no desenvolvimento de produtos, demonstrando diferentes possibilidades de agregação de valor às matérias-primas, bem como destacando a importante integração entre laboratórios de ensino do Colégio. Ao final da visita, participaram de uma degustação de produtos elaborados no laboratório, conhecendo, na prática, diferentes formas de processamento de frutas e hortaliças e as possibilidades de agregação de valor às matérias-primas. 

Na quarta-feira, dia 1º de julho, o grupo conheceu o Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (LARP). Nesse ambiente são realizadas pesquisas e análises de resíduos de pesticidas em matrizes como hortigranjeiros, águas, leite e outros. A qualificação de recursos humanos contribui para o estabelecimento de métodos e tecnologias de ponta para análise de resíduo de pesticidas. O laboratório possui projetos regulares de monitoramento que controlam os níveis de resíduos de pesticidas em matrizes que são consumidas pela sociedade (hortigranjeiros, água potável) ou que entram em contato com o meio ambiente (água de cultivo de arroz irrigado, solo, plantas).

No Museu de Solos do Rio Grande do Sul (MSRS), os estudantes viram um espaço de apoio ao ensino, a pesquisa e a extensão, focado na divulgação científica da Ciência do Solo e suas relações ambientais, sociais e econômicas com a humanidade. O acervo do museu conta com mais de 130 monolitos de diferentes classes de solos do estado do Rio Grande do Sul, além de rochas, minerais, mapas, quadros, maquetes e livros relacionados com a Ciência do Solo.

O grupo visitou a Mostra de Ciências Morfológicas, um espaço de exposição permanente do Departamento de Morfologia da UFSM. O acervo apresentado neste espaço museal abarca os conhecimentos das subáreas morfológicas: Anatomia Humana, Anatomia Animal, Histologia e Embriologia, apresentando-os de forma integrada, considerando que todas essas divisões são apenas formas e tempos diferentes de se enxergar os organismos.


Com apoio informações UFSM/Colégio Politécnico.